DIÁRIO DA SELECÇÃO: DIA 1 – “TREINAR E VIAJAR”

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INTRODUÇÃO

“Quando começam os nossos jovens a competir a um nível internacional?

Desde sempre, nos clubes e selecções, se privilegiou o contacto internacional, obtido maioritariamente via digressões. Esta tradição do rugby ainda se mantém nos dias de hoje, com os British and Irish Lions a serem provavelmente o melhor exemplo disso, no que aos seniores diz respeito.

Em Portugal, ‘case study’ das nações emergentes da modalidade, é de superior importância a competição com selecções mais fortes, de todas as idades, que permita consolidar a nossa evolução e constatar os resultados do trabalho feito no CNT e no projecto de detecção de talentos da FPR.

Os relatórios que aqui introduzimos são referentes aos dias que antecedem e se seguem à nossa participação na Euro Rugby Cup (ERC) e visam fazer um resumo justo e sucinto das principais actividades dos jovens lobos nos dias em questão.”


DIA 1 – “TREINAR E VIAJAR”

“Lisboa, Quarta-Feira, dia 26 de Agosto de 2009,
O primeiro dia de trabalhos da Selecção Nacional de Sub17 foi marcado por dois treinos e por uma refeição que antecedeu a nossa partida para França, uma viagem de autocarro que duraria 18 a 20 horas.
De manhã, os jogadores tiveram um primeiro treino, depois um longo período de tempo sem treinarem juntos, que visou recuperar algumas rotinas do conjunto e treinar situações de jogo, como é o caso dos alinhamentos. A estes exercícios seguiu-se um jogo condicionado e o almoço.
A tarde do dia 26 começou com uma boa dose de condição física, administrada aos jogadores pelo preparador físico Pedro Gomes, e seguiu-se de uma divisão dos atletas em avançados e três quartos, com os primeiros a trabalharem a formação ordenada e os segundos a praticarem jogadas.
Terminado o treino no Estádio Nacional, entrevistei o Prof. Henrique Rocha e seguimos todos para o Centro de Estágio para um jantar onde fiquei a saber que, por motivos pessoais, o Seleccionador Nacional não seguiria com a comitiva, surpreendendo-me, no entanto, a despedida deste aos jogadores e a confiança que este tinha na equipa técnica e na capacidade desta em abordar o evento sem dificuldades.
Só mais tarde daria razão ao Professor…
Entretanto, estava de partida com este grupo para França.”