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Preparação para o 6 Nações B: XV dos Estrangeiros, Oxford e England Students

Na última quinzena, período em que o Campeonato Nacional da Divisão de Honra parou, a Selecção Nacional Sénior, liderada pelo Professor Tomaz Morais, tem vindo a treinar-se intensivamente no Estádio Nacional (onde disputou o tradicional jogo contra o XV dos Estrangeiros a jogar em Portugal), e realizou um estágio de três dias no Algarve, em Loulé (um evento que teve como ponto alto um jogo treino com a selecção da Inglaterra, de Jonny Wilkinson e Martin Johnson) visando preparar os jogos cruciais na Qualificação para o Mundial de 2010, a segunda metade do 6 Nações B (ver calendário da 2a volta e classificação), que começa a 6 de Fevereiro contra a Rússia em Sochi.
Neste artigo encontrarão informações detalhadas sobre a preparação dos Lobos para o 6 Nações B 2010, e detalhes dos três jogos particulares que o quinze português realizou em Janeiro, contra o XV dos Estrangeiros (Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010) no Estádio Nacional, contra a equipa da Universidade de Oxford (Sábado, 23 de Janeiro de 2010), no Estádio Universitário de Lisboa, e hoje, contra a Selecção Universitária da Inglaterra (England Students), novamente no Estádio Engenheiro Vasco Pinto Magalhães (Sábado, 30 de Janeiro de 2010, 15h).
Gostaríamos de destacar o bom trabalho do Sr. Paulo Silva e do Rugby Clube de Loulé na cobertura das actividades da nossa selecção no Algarve, com fotografias, entrevistas e uma importante divulgação dos artigos feitos; e a cobertura do blogue Rugby Field ao jogos da Selecção, uma importante novidade esta época, complementada pela positiva iniciativa da Federação que reactivou as coberturas em directo via Internet, permitindo aos muitos fãs da selecção acompanharem os jogos de Portugal minuto-a-minuto.


COMITIVA NACIONAL

- Jogadores: Avançados
(carreguem na imagem ou no link para a verem no seu tamanho original)

- Jogadores: Três Quartos
(carreguem na imagem ou no link para a verem no seu tamanho original)

- Equipa Técnica
(carreguem na imagem ou no link para a verem no seu tamanho original)


CALENDÁRIO DA PREPARAÇÃO NACIONAL

(24-21) * Portugal v XV dos Estrangeiros
(Estádio Nacional do Jamor, Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010)

(24-18) * Portugal v Universidade de Oxford
(Estádio Universitário de Lisboa, Sábado, 23 de Janeiro de 2010)

(21-18) * Portugal v England Students
(Estádio Universitário de Lisboa, Sábado, 30 de Janeiro de 2010)


ENTREVISTAS (RUGBY CLUBE DE LOULÉ)

Link - Carlos Amado da Silva
(Presidente da FPR)

Link - Tomaz Morais
(Seleccionador Nacional)

Link - João Correia
(Capitão da Selecção Nacional)

Link - David Penalva
(Internacional português a jogar em França)


PORTUGAL v XV DOS ESTRANGEIROS


Portugal - XV Inicial e Suplentes Utilizados
01 - João Júnior
02 - Nuno Taful
03 - Gustavo Duarte
04 - Conrad Stickling
05 - Francisco Cabral
06 - Sebastião Cunha
07 - Luís Portela
08 - Vasco Uva (C)
09 - José Pinto
10 - Pedro Cabral
11 - Gonçalo Foro
12 - Miguel Portela
13 - Pedro Silva
14 - António Aguilar
15 - Pedro Leal
(E.01) - 16 - João Mussolo
(E.02) - 17 - Bernardo Costa Duarte
(E.03) - 18 - Mike Barbosa
(E.05) - 19 - Rafael Simões
(E.07) - 20 - Tiago Girão
(E.07) - 21 - Salvador Palha
(E.08) - 22 - Veltioven Tavares
(E.10) - 23 - Duarte Cardoso Pinto
(E.11) - 24 - Adérito Esteves
(E.12) - 25 - David Mateus
(E.13) - 26 - Diogo Gama
(E.14) - 27 - Frederico Oliveira
(E.15) - 28 - Joe Gardener

Portugal - Pontos
* Sebastião Cunha (5)
* Pedro Cabral (2+2)
* Gonçalo Foro (5)
* David Mateus (5)
* Diogo Gama (5)

(24-21) - Resumo do Jogo
Depois de no ano passado a nossa selecção ter realizado uma partida fácil, um jogo-treino contra uma equipa bastante boa mas incapaz de evitar uma derrota por 36-05 (ver artigo aqui), a 20 de Janeiro deste ano, o tradicional encontro entre o XV do Presidente (a denominação da selecção nacional quando não joga contra selecções) e o XV dos Estrangeiros (a jogar em Portugal) foi bem mais renhido.
Pelo conjunto dos Estrangeiros alinharam atletas como William Hafu, o poderoso avançado polivalente do Belenenses, Hamish Haika (primeira linha ex-Cascais, que tem contribuído no reforçar da avançada belenense em 09/10), Christopher Even e Patricio Ballesteros (duas peças importantes no pack avançado da Agronomia), Stanislaw 'Stan' Powala, um terceira linha polaco que alinha pelo Benfica, Acácio Sousa (o médio de formação português "encarnado" alinhou novamente pelos estrangeiros), Damien Steele (polivalente três-quartos do Belém), Gregory Mullany (o chutador do Benfica é um dos melhores marcadores do Campeonato Nacional) e Peter Leulusoo (três-quartos polivalente de imenso valor do CDUL), entre outros jogadores.
Numa partida arbitrada pelo Sr. João Erse, o Seleccionador Nacional aproveitou para rodar um grupo de 28 jogadores, visando observar alguns, como o talonador do Racing 92, Mike Tadjer Barbosa, o único atleta que alinha em França a jogar pelo XV do Presidente, testar jovens como Rafael Simões, Sub-21 do Belenenses que surpreendeu pela presença no Jamor, e continuar a trabalhar no sistema de jogo português. O encontro em si diferiu do de 2008/2009 pela maior oposição levantada pelos Estrangeiros (usaram os equipamentos da Canterbury), que pese embora alterações no XV português, se mantiveram até à segunda parte na frente do marcador.
Mais do que o resultado final (favorável às cores nacionais, que equiparam com as camisolas verdes da Adidas) importa aqui destacar a elevado número de jogadores utilizados pela equipa técnica nacional, num retirar de ilações e observação que porventura, contra um adversário mais forte, o conjunto da Universidade de Oxford, se repetirão, devendo posteriormente o grupo de trabalho diminuir, numa antecipação do primeiro jogo do 6 Nações B de 2010, na Rússia.


PORTUGAL v OXFORD


Portugal - XV Inicial e Suplentes Utilizados
01 - João Júnior
02 - Bernardo Costa Duarte
03 - Gustavo Duarte
04 - Conrad Stickling
05 - Sebastião Cunha
06 - Luís Portela
07 - Salvador Palha
08 - Vasco Uva (C)
09 - José Pinto
10 - Pedro Cabral
11 - Frederico Oliveira
12 - Pedro Silva
13 - David Mateus
14 - Adérito Esteves
15 - António Aguilar
SN - Tomaz Morais
(E.01) 16 - Francisco Fernandes
(N.Ut) 17 - Nuno Taful
(E.09) 18 - Acácio Sousa
(E.05) 19 - Rafael Simões
(E.07) 20 - Veltioven Tavares
(E.14) 21 - Gonçalo Foro
(E.15) 22 - Pedro Leal

Portugal - Pontos
* Sebastião Cunha (5)
* Pedro Cabral (3+3+3+3+2)
* António Aguilar (5)

Oxford - XV Inicial e Suplentes Utilizados
01 - Will Johnson
02 - David Rogers
03 - Oliver Tomaszczyk
04 - Karl Outen
05 - Chris Davies
06 - Tosa Makoto
07 - Alex Cheesman
08 - Michael Rickner
09 - Nick Haydon (C)
10 - Ross Swanson
11 - Tim Catling
12 - Ed Boyes
13 - Rhodri James
14 - Sean Morris
15 - Will Browne
DR - Steve Hill
16 - Gov Oliver
17 - Hamish Macdonald
18 - Dan Guinness
19 - Luke Fenwick
20 - Sam Waite
21 - Chris Record
22 - Jim Hudson
23 - Will Kane
24 - Alex Rowe
25 - Stan McKeen (Lesionado)

Oxford - Pontos
* Alex Cheesman (5)
* Michael Rickner (5)
* Ross Swanson (2+3+3)

(24-18) - Resumo do Jogo
O senhor árbitro Pedro Murinello supervisionou um encontro em que Portugal não entrou bem, com o conjunto inglês a dominar e a marcar primeiro, mantendo-se, posteriormente, na liderança, apesar de Pedro Cabral reduzir a vantagem dos visitantes, por intermédio de um drop e uma penalidade. Até ao intervalo o marcador não se alteraria, confirmando assim a ideia inicial, de que esta equipa, apesar de estar a realizar o seu primeiro encontro depois do Varsity Match, não seria presa fácil dos nossos Lobos, demonstrando capacidade para nos contrariar, sobretudo nas formações ordenadas.
Os portugueses, a espaços com jogadas interessantes durante o primeiro tempo, entram na segunda mais determinados, e rapidamente chegam ao primeiro ensaio, marcado por António Aguilar (não convertido), sendo que na sequência de uma penalidade o nosso abertura coloca pela primeira vez o quinze da casa na frente (14-13). Ao ensaio português, os universitários ingleses respondem da mesma forma, com Michael Rickner, o número 8 visitante, a marcar um ensaio não convertido (14-18).
Em pouco mais de 20 minutos da segunda parte sucedem-se os ensaios, desta feita é Sebastião Cunha a repor a equipa da casa na frente do marcador, posição que o nosso abertura (P.Cabral) reforça, assegurando os dois pontos da conversão naquele que foi um dos melhores períodos do jogo (21-18).
Até ao final do encontro sucederam-se as substituições dos dois lados, tendo a selecção nacional evitado conceder mais pontos (Ross Swanson falha, ao cair do pano, uma penalidade acessível) e alargando a vantagem para cinco pontos (penalidade convertida), terminando este encontro com um resultado favorável aos homens de Tomaz Morais que, quatro anos depois, voltam a vencer os "dark blues" (em Setembro de 2006 Portugal venceu 19-17).


PORTUGAL v ENGLAND STUDENTS


Portugal - XV Inicial e Suplentes Utilizados
01 - João Júnior
02 - João Correia (C)
03 - Thomas da Costa
04 - Conrad Stickling
05 - Rafael Simões
06 - Vasco Uva
07 - Salvador Palha
08 - Tiago Girão
09 - José Pinto
10 - Duarte Cardoso Pinto
11 - Frederico Oliveira
12 - Pedro Silva
13 - David Mateus
14 - Adérito Esteves
15 - Pedro Leal
SN - Tomaz Morais
(E.01) - 16 - Francisco Fernandes
(N.Ut) - 17 - Bernardo Costa Duarte
(E.03) - 18 - Gustavo Duarte
(E.07) - 19 - Juan Severino
(E.10) - 20 - Pedro Cabral
(E.14) - 21 - Gonçalo Foro
(E.15) - 22 - António Aguilar
(E.12) - 23 - Diogo Gama

Portugal - Pontos
* Pedro Leal (3+3)
* Pedro Cabral (3+2)
* António Aguilar (5)
* Vasco Uva (5)

England Students - XV Inicial e Suplentes Utilizados
01 - Matt Berry
02 - Adam Bellamy
03 - Oliver Mines
04 - Jon Aston
05 - Andrew Archibald
06 - Mark Wilson
07 - Phil Burgess (C)
08 - Ben Maidment
09 - Will Chudleigh
10 - Paul Roberts
11 - Tom Hockedy
12 - Matt Humphries
13 - Tom Mitchell
14 - Sean Morris
15 - John Bordiss
TM - Keith Green
16 - Tim Brockett
17 - Patrick Crossley
18 - Royce Cadman
19 - Alex Waddingham
20 - Mike Ward
21 - Greg Nicholls
22 - James Crozier

England Students - Pontos
* Phil Burgess (5)
* Paul Roberts (2+3+3)
* Matt Humphries (5)

(21-18) - Resumo do Jogo
A Selecção Universitária da Inglaterra representou o desafio mais duro para os Lobos antes da muito dura (e decisiva) viagem até Sochi, para defrontarem os Ursos (Rússia), na primeira jornada do 6 Nações B de 2010, um jogo que temos que ganhar, depois de no ano passado os russos terem ganho em Lisboa 14-18. A derradeira fase de qualificação para o mundial começou aqui para os jogadores e equipa técnica liderados pelo Professor Tomaz Morais.
Num encontro que fica marcado, em termos individuais, pelas estreias oficiais de Conrad Stickling e Rafael Simões, este último uma promessa do rugby português, um segunda linha na senda de Gonçalo Uva, começaram melhor os visitantes, que pressionaram muito a defesa nacional, obrigada a trabalhar muito na primeira parte. Foi sem surpresa que Paul Roberts inaugurou o marcador, convertendo uma penalidade.
Pedro Leal, o nosso grande defesa, empatou o jogo aos 32 minutos, o ponto alto para os portugueses numa primeira parte em que devemos destacar a boa exibição de Frederico Oliveira (ponta), e dos centros ingleses, Matt Humphries e Tom Mitchell, em especial o primeiro, responsável pela conclusão de um contra-ataque inglês em cima dos quarenta minutos iniciais, um ensaio convertido que deixou Portugal a perder ao intervalo por 03-10.
A segunda parte começou com o 'quinze' nacional mais forte, atacando e colocando-se em posição de marcar pontos, evitados pela defesa dos visitantes, que aos 45 minutos para em cima da linha de ensaio um ataque de Pedro Leal, jogador que, dois minutos antes, falhou uma penalidade. Ao minuto 48, 'Pipoca' redimiu-se e converteu os três pontos, aproximando os Lobos dos visitantes no marcador (06-10).
A equipa da rosa, mais forte nas formações ordenadas (Portugal estava melhor nos alinhamentos), chega ao segundo ensaio na sequência de um ataque pelo lado fechado (saída de uma mêlée) decorrido metade do segundo tempo. O capitão Phil Burgess, responsável pelos cinco pontos, deixou o conjunto da casa em mau estado, uma condição que Paul Roberts agravou, convertendo uma penalidade (recordamos que o ensaio não foi convertido) e obrigando a selecção nacional a lutar por uma recuperação de 12 pontos com menos de vinte minutos para jogar (06-15).
Se os Lobos têm feito da capacidade de luta uma das suas principais características, então o público presente no Estádio Universitário de Lisboa assistiu à mais impressionante demonstração de garra e empenho da nossa selecção em 2010. Uma lição em como virar um resultado desfavorável foi dada pelos atletas portugueses que, apesar das substituições e dificuldades causadas por um adversário de valor, começou com uma penalidade convertida por Pedro Cabral aos 67 minutos (09-18).
Aos 75 minutos, António Aguilar, na ausência de Miguel Portela (lesionado), o veterano deste grupo, mostrou mais uma vez o seu valor, com uma soberba arrancada que só terminou dentro da área de ensaio inglesa. A cinco minutos do fim do encontro e a quatro pontos de distância (14-18), o fãs no Universitário de Lisboa voltavam a acreditar e Portugal pressionou mais, em busca do ensaio da vitória.
A dois minutos do fim, Vasco Uva, o nosso capitão durante o Mundial 2007, concluiu a reviravolta no marcador, marcando o ensaio da vitória, ensaio que Pedro Cabral transformou de forma exemplar, passando os portugueses para a frente (21-18), necessitando agora de aguentar a pressão inglesa durante o resto do tempo regulamentar, um objectivo atingido com grandes placagens e muito esforço. A vitória nacional, obtida após vinte minutos fantásticos, penalizou os visitantes, que lideraram durante três quartos do jogo e não conseguiram conservar a vantagem obtida durante a primeira parte.


FOTOGRAFIAS

Fotos - Portugal v XV dos Estrangeiros
(António Lamas - Rugby Foto)

Fotos - Portugal v XV dos Estrangeiros
(Miguel Carmo - Foto Rugby)

Fotos - Portugal v Oxford
(António Lamas - Rugby Foto)

Fotos - Portugal v Oxford
(Miguel Carmo - Foto Rugby)

Fotos - Portugal no Algarve (1º Treino)
(Paulo Silva - Rugby Clube de Loulé)

Fotos - Portugal no Algarve (2º Treino)
(Paulo Silva - Rugby Clube de Loulé)

Fotos - Portugal v England Students
(António Lamas - Rugby Foto)

Fotos - Portugal v England Students
(Miguel Carmo - Foto Rugby)

Fotos - Portugal v England Students
(Miguel Rodrigues - CDUL Rugby)

Super Bock Rugby Cup - J3: Portugal v Tonga

A Super Bock Rugby Cup é (apesar do seu nome) na realidade uma série de testes entre três selecções de calibre, a Namíbia, a Argentina A e Tonga, e a selecção nacional portuguesa, os nossos Lobos, liderados por Tomaz Morais, que se preparam para atacar os jogos cruciais da qualificação para o Campeonato do Mundo de 2011, que vai realizar-se na Nova Zelândia.
Todos estes jogos serão disputados no Estádio Universitário de Lisboa, com todos os encontros a realizarem-se na sequência de um convívio para os mais novos (Sub-08, Sub-10, Sub-12 e Sub-14), um evento organizado pela Associação de Rugby do Sul, em colaboração com a Escola de Jovens Árbitros daquela associação regional.
Aqui podem encontrar todos os convocados nacionais, informações sobre a equipa visitada, os resultados dos últimos jogos entre as duas selecções e todo o calendário dos Testes Internacionais de Novembro e Dezembro. Aqui também encontrarão uma retrospectiva dos jogos anteriores entre as duas equipas e algumas curiosidades.


CALENDÁRIO DA SB RUGBY CUP

07 de Novembro, 16:30 - Portugal v Namíbia
Estádio Universitário de Lisboa
09-12 (ao intervalo 06-06)

21 de Novembro, 15:00 - Portugal v Argentina A
Estádio Universitário de Lisboa
13-24 (ao intervalo 10-08)

28 de Novembro, 15:00 - Portugal v Tonga
Estádio Universitário de Lisboa
19-24 (ao intervalo 19-08)


CONVOCADOS (Portugal)


- Jogadores (Avançados)


- Jogadores (Três Quartos)


- Equipa Técnica (Staff)


CONVOCADOS (Tonga)

- Jogadores e Equipa Técnica (ver aqui)


XVs INICIAIS

(Portugal)

01 - João Junior
02 - João Correia (C)
03 - Juan Murre
04 - Eduardo Acosta
05 - Gonçalo Uva
06 - Aurelien Beco
07 - Salvador Palha
08 - Juan Severino
09 - Emmanuel Rebelo
10 - Pedro Cabral
11 - António Aguilar
12 - Diogo Mateus
13 - Miguel Portela
14 - David Mateus
15 - Pedro Leal

16 - Nuno Taful
17 - Jorge Segurado
18 - Tiago Girão
19 - Vasco Uva
20 - Duarte Cardoso Pinto
21 - Pedro Silva
22 - Gonçalo Foro

Treinador: Tomaz Morais


XVs INICIAIS

(Tonga)

01 - Semisi Telefoni
02 - Sione Vaiomounga
03 - Po'alo'l Taula
04 - Paino Hehea
05 - Emosi Kauhenga
06 - Lisiate Fa'aoso
07 - Paula Kata
08 - Samiu Vahafolau
09 - Kilifi Fangupo
10 - Pierre Hola (C)
11 - Manu 'Ahota'e'iloa
12 - Sukanivalu Hufanga
13 - Alipate Fatafehi
14 - Etueni Siua
15 - Vungakoto Lilo

16 - Opeti Fonua
17 - Penisimani Fkalelu
18 - Mosese Moala
19 - Uelenitoni Fono
20 - Mahe Fangupo
21 - Samiuela Satui
22 - Kurt Morath

Treinador: Isitolo Maka


MARCHA DO MARCADOR

1a Parte (Portugal)
05 - Gonçalo Uva - 5
10 - Pedro Cabral - 2+3+3+3+3

1a Parte (Tonga)
11 - Manu 'Ahota'e'iloa - 5
10 - Pierre Hola - 3

2a Parte (Portugal)
09 - Pedro Leal - 3

2a Parte (Tonga)
08 - Samiu Vahafolau - 5
22 - Kurt Morath - 2+3+3+3


CRÓNICA DO ENCONTRO
Chegou finalmente o dia do jogo entre Portugal e a selecção do Tonga, uma das três potências que compunham o conjunto dos Pacific Islanders (as restantes são a Samoa e as Ilhas Fiji). Uma estreia para os nossos atletas e um jogo que, depois da derrota contra a Argentina era importantíssimo, constituindo a última oportunidade para ver os Lobos nesta janela de testes internacionais.
Nos quinzes iniciais notamos, do lado dos visitantes, a presença de quatro elementos muito fortes (e em dois casos, extremamente experientes), o segunda linha Emosi Kauhenga (poderoso elemento a jogar no competitivo campeonato do Japão), o número 8 Vahafolau (titular pela terceira época consecutiva no Biarritz), o abertura Pierre Hola (o atleta do Viadana é provavelmente o mais experiente elemento desta comitiva) e o centro Hufanga (que depois de três épocas a jogar pelo Brive está agora na Federale 1) ; do lado português saudamos a aposta em João Junior, o pilar do CDUL possui grande capacidade e é um valor para o futuro da selecção, em Aurelien Beco e Emmanuel Rebelo, este último uma grande surpresa, não pela sua titularidade, mas pela qualidade da sua exibição, e a repetição da titularidade de Miguel Portela, que voltou a figurar no XV Inicial, uma aposta ganha do nosso seleccionador.
Começou melhor a partida a selecção do pacífico sul, que marcou o primeiro ensaio do jogo pelo ponta Manu 'Ahota'e'iloa (0-5). Este início mais forte não ficou sem resposta e os portugueses, apesar de uma lesão (Pedro Leal), vieram para cima dos visitantes, conseguindo primeiro recuperar distância, com um drop de Pedro Cabral (3-5).
Estavamos a assistir a uma partida muito física e equilibrada, com os nossos jogadores a tentarem romper a defesa do Tonga, algo que Gonçalo Uva consegue fazer na sequência de uma excelente jogada de ataque iniciada por António Aguilar e Miguel Portela (8-5). Com a conversão do ensaio e de duas penalidades que, minutos depois, são concedidas aos portugueses, Pedro Cabral coloca os Lobos na frente do marcador e dá-nos alguma vantagem num encontro que começamos, definitivamente, a dominar (16-5).
Nos últimos dez minutos da primeira parte, Tonga parte para o ataque, visando nivelar o confronto, algo que resulta numa penalidade convertida pelo abertura Pierre Hola (16-8) e que obtém resposta da equipa da casa, com Aguilar em bom plano e um pack avançado a mostrar 40 minutos de muito bom serviço, permitem ao abertura do CDUL executar com sucesso mais um pontapé de ressalto, encerrando em alta um primeiro tempo fantástico para as cores portuguesas (19-08).
O segundo tempo começou com os visitantes ao ataque, pressionando os portugueses e obtendo na sequência de um maul dinâmico o seu segundo ensaio (19-13), convertido por um recém-entrado Kurt Morath (19-15).
A um ensaio de distância de Portugal no marcador, Tonga continua a dominar, sobretudo nos avançados, onde nem as entradas de Vasco Uva e Jorge Segurado (por troca com Aurelien Beco e João Junior, respectivamente) foram suficientes para segurar os fortes e mais organizados visitantes. Só a espaços o quinze português conseguia recuperar a bola, por intermédio de turnovers ou alinhamentos, sendo contudo incapaz de progredir no terreno de forma consistente.
Para esta situação contribuiu e muito a entrada do supra citado nº22 de Tonga, Kurt Morath. O abertura da selecção do hemisfério sul conseguiu, em menos de quinze minutos, graças ao seu jogo ao pé (e a duas penalidades convertidas), passar a sua equipa para a frente do marcador (19-21), colocando-a em posição de vencer o jogo. É importante, nesta altura destacar a boa réplica que os portugueses tentaram dar, em especial o médio de formação nacional, Emmanuel Rebelo, um valor para o futuro, consistente, bom na ligação com o abertura e demais três-quartos e eficiente nas suas funções, descomplicando o jogo dos Lobos.
Nos últimos 15 minutos, pese embora o equilibrio no marcador (19-21), faltou à equipa da casa capacidade física e alguma sorte no ataque na busca pelo ensaio da vitória. Não obstante, a atitude dos comandados de Tomaz Morais foi excelente, nunca desistindo e procurando aquilo que, no último minuto, viria a ser o Tonga a alcançar, uma oportunidade para por pontos no marcador, algo que o nº22 dos visitantes voltou a fazer, fixando o resultado final em valores algo injustos para Portugal e encerrando uma boa partida de rugby ganha justamente pela selecção do pacífico sul (19-24).
Uma última nota para saudar um indivíduo que fez um trabalho gráfico fantástico, na antevisão e programa destes testes. Falamos é claro de António Lamas, um excelente fotografo que merece ser reconhecido por um trabalho de referência no acompanhar desta selecção e que, na componente gráfica, continua, temporada após temporada, a ser de enorme nível.


ENTREVISTAS/RESCALDO
(Tomaz Morais e António Aguilar)


Tivemos a oportunidade e o prazer de falar, depois do jogo, com o selecionador nacional, o Professor Tomaz Morais e com o três-quartos da selecção e do Grupo Desportivo de Direito, António Aguilar. Gostaríamos de agradecer aos dois pela simpatia e disponibilidade com que responderam a todas as nossas questões, em duas entrevistas que transcrevemos para aqui (ver abaixo).

TOMAZ MORAIS


1 - Rugby Portugal
*
O que é que achaste deste jogo, como é que a partida vos correu, tendo em conta os vossos objectivos?

1 - Tomaz Morais
*
"Acho que, em relação aos nossos objectivos, o jogo foi excelente, pese embora a nossa vontade em terminar este mês de Novembro com uma vitória sobre Tonga, que é uma selecção mítica do rugby mundial, com grande tradição. A equipa entregou-se ao máximo para tentar conseguir esse objectivo.
Em termos de preparação para o Mundial este mês foi excelente para nós, pois fizemos uma evolução muito grande do primeiro para o terceiro jogo, os nossos adversários também foram crescendo do primeiro para o terceiro jogo, isso foi bom. Gostaria que a equipa conseguisse entrar neste ritmo em Fevereiro e Março nos cinco jogos que vamos ter e até lá sabemos que existem áreas do jogo em que temos que melhorar e é nisso que vamos trabalhar.

2 - Rugby Portugal
*
Para as pessoas que estão de fora a ver o jogo, e os outros jogos da selecção, em especial estes três testes, passa por vezes um pouco a ideia de que, como os resultados foram sempre derrotas, as coisas vos não correram bem. Queríamos saber se a preparação para estes jogos não visou tanto o resultado ou se haviam objectivos à parte deste primeiro?

2 - Tomaz Morais
*
"É óbvio que o primeiro objectivo da selecção portuguesa de rugby é tentar vencer qualquer adversário com que jogue. Agora temos que ver que estamos numa fase preparatória, escolhemos três adversários muito ambiciosos, e teria sido mais fácil escolher equipas mais fracas se o objectivo fosse só ganhar, não foi esse, o objectivo foi jogar contra equipas semelhantes com aquelas que vamos defrontar em Fevereiro e Março e ai acho que o objectivo foi 100% ganho.
Foi importante também melhorar alguns aspectos do jogo e testar alguns aspectos do jogo, portanto nós estamos contentes com este mês, não o trocaríamos por nada mas com certeza que existe alguma tristeza por termos saído sempre a ganhar nas primeiras partes porém nos vinte minutos finais faltou-nos o oxigénio necessário e o engenho para ganhar estes três jogos."

3 - Rugby Portugal
*
Em relação aos jogadores, conseguiste ter cá o grupo todo que querias ou tiveste alguma dificuldade na selecção dos atletas?

3 - Tomaz Morais
*
"Esteve cá o grupo que nós escolhemos para Novembro. Utilizámos 25 jogadores em três jogos o que foi óptimo, conseguimos ter alguma rotatividade, só oito jogadores (5 avançados e 3 três-quartos) jogaram de início nos três jogos, portanto foi uma boa iniciativa nossa.
Ao mesmo tempo, existem jogadores que estão lesionados, não podem dar o seu contributo à equipa, e outros que não foram dispensados em França, como é o caso do David Penalva. Eu penso que vamos ter um grupo forte e a própria competição interna vai ser saudável para que a equipa se apresente em boa forma em Fevereiro e Março."

4 - Rugby Portugal
*
No que concerne aos próximos jogos da Selecção de XV e aos jogos da Geórgia e Rússia, as duas selecções do nosso grupo que realizaram testes nesta altura. Acreditas que terás uma segunda volta do 6 Nações B mais difícil?

4 - Tomaz Morais
*
"Temos que analisar as coisas de forma fria. É lógico que Portugal melhorou a qualidade do seu jogo, mas a Geórgia, a Rússia e a Roménia também melhoraram, a própria Espanha terá uma palavra a dizer, o Portugal-Espanha nunca é um jogo fácil, e a ida à Alemanha não será por certo uma partida fácil.
Temos cinco finais contra adversários que são fortes e que estão a subir de qualidade mas Portugal hoje em dia é uma equipa mais adulta, mais forte, que joga melhor em todos os sectores e temos que nos convencer que vamos conseguir, porque no ano passado sentimos que fomos a melhor equipa na primeira volta, e fomos a melhor equipa, em termos de qualidade de rugby, e também podemos ser a melhor equipa na segunda volta. É esse o nosso pensamento e a nossa atitude vai ser essa.
O mês de Fevereiro é um mês que nos preocupa, dado que a Rússia vai fazer uma digressão grande à África do Sul, como faz habitualmente e nós estamos a arranjar solução, um jogo contra o XV dos Estrangeiros, já o fizemos no ano passado, jogaremos aqui contra os England Students, que é um adversário de respeito e estamos à procura de um terceiro jogo para minimizar o impacto do jogo com a Rússia e aumentar o ritmo da equipa, pois sentimos sempre que é no final do terceiro jogo que a equipa está como nós queremos."

5 - Rugby Portugal
*
Não sentes que, por exemplo, no jogo de avançados, com as mudanças no maul (já não é permitido derrubar o maul), agora teremos mais dificuldades?

5 - Tomaz Morais
*
"Sim, isso é algo claramente prejudicial para o rugby português, nós no ano passado não sofremos um único ensaio de maul e só hoje já sofremos dois. É evidente, não posso esconder que nos levanta dificuldades, mas nós também melhoramos imenso nessa fase de jogo, estamos a trabalhar muitíssimo, os nossos avançados evoluíram imenso como jogadores e estou convencido que em Fevereiro e Março não só conseguiremos defender mauls como iremos marcar ensaios de maul."

ANTÓNIO AGUILAR


1 - Rugby Portugal
*
Em primeiro lugar, parabéns pela exibição. Queria perguntar-te se, apesar do resultado, não sentiste um pouco que foi um pouco amargo tendo em conta a exibição da equipa?

1 - António Aguilar
*
"É complicado dizer. Se calhar, se nos oferecessem este resultado antes do jogo nós ficávamos contentes, mas depois da nossa exibição acho que merecíamos um pouco mais, ficamos bastantes triste porque acho que merecíamos a vitória."

2 - Rugby Portugal
*
Sentes que, da Namíbia para o Tonga, tendo em conta que estiveste muito envolvido nos jogos, houve uma evolução do jogo da equipa?

2 - António Aguilar
*
"Toda a equipa teve uma atitude diferente, este jogo de hoje é que foi mostramos como joga Portugal, arriscar mais vezes e jogar com mais coração, mais largura no ataque, com mais alegria, e nos outros dois jogos se calhar jogamos muito como uma equipa que nós não somos, muito pausado muito táctico. Nós sabemos é jogar assim, com coração e a andar para a frente."

3 - Rugby Portugal
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Em termos individuais, como é que te correram estes jogos?

3 - António Aguilar
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"Contra a Argentina não joguei, contra a Namíbia comecei bem e depois fui-me um bocado abaixo e trabalhei muito agora nestas duas semanas para, se tivesse oportunidade disso, mudar."

4 - Rugby Portugal
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Sentes que na segunda mão do Seis Nações, tendo em conta estes testes e as mudanças nas leis de jogo (nomeadamente no jogo dos avançados), vocês conseguirão abordar a preparação para o mundial com mais confiança e capacidade?

4 - António Aguilar
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"Claro que em teoria isso vem prejudicar Portugal, porque as outras equipas têm um maul forte. Nós nestes três jogos, as outras equipas tinham um maul muito forte e nós não sofremos ensaios assim, conseguimos sempre contrariar bem. As mudanças obrigam-nos a abordar de forma diferente o jogo mas não é por aí que as coisas vão ser diferentes."

5 - Rugby Portugal
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Notei neste jogo que tiveste a jogar nos três-quartos o Miguel Portela, teu colega no Direito e agora de novo na Selecção. Como é para ti voltares a ver o Miguel na equipa e veres um conjunto de jogadores mais velhos a jogar muito bem?

5 - António Aguilar
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"Esta equipa é muito experiente, todos os jogadores já têm muitas internacionalizações, muitos jogos a este nível o que é muito importante. O Miguel é uma figura do rugby português, há 10 anos que jogo com ele e é sempre um prazer jogar com ele, com 35 continua um grande atleta, continua a puxar e a ajudar todos.
Ele é um líder e "felizmente" veio tirar-me a aura de jogador mais velho da selecção. Eu estou muito habituado a jogar com ele, sobretudo porque eu sou arrier e ele segundo centro portanto existe uma ligação de muitos anos, entendemo-nos muito bem, e eu gosto muito de jogar com o Miguel ao lado, agora vamos ver se é para ficar, ele diz que sim."


ANÁLISE ESTATÍSTICA

O Sr. Luís Sá, autor do blogue Coisas de Rugby, uma já antiga presença na comunidade online, tem feito um trabalho no mínimo soberbo na análise e produção de dados estatísticos de várias partidas de rugby, nacionais e internacionais.
Parece-nos justo, uma vez que não fizemos qualquer apreciação nesse campo e tendo em conta a qualidade do trabalho acima apresentado e o aproveitamento que deve ser dado a este, divulgar aqui o artigo feito pelo Luís a este jogo.

Portugal v Tonga - Coisas de Rugby


JOGOS ANTERIORES ENTRE PORTUGAL E TONGA

Este é o primeiro encontro entre Portugal e a selecção da Oceania. Na variante de sete, o agora olímpico Sevens, realizámos três partidas contra Tonga, com três vitórias a comporem o até aqui registo perfeito dos homens das Ilhas do Pacífico Sul. Para encontrarem estas e outras informações sobre os resultados e dados estatísticos da Selecção Nacional de Sevens, visitem o espaço do Sr. Manuel Cabral, o Portugal Sevens.

10 de Fevereiro de 2007
San Diego, Estados Unidos
Fase de Grupos
Portugal v Tonga (05-31)

29 de Março de 2008
Hong Kong, China
Quartos de Final da Taça Plate
Portugal v Tonga (17-26)

27 de Março de 2009
Hong Kong, China
Fase de Grupos
Portugal v Tonga (05-17)


FOTOGRAFIAS

Fotos - António Lamas 1 (Rugby Foto)

Fotos - António Lamas 2 (Rugby Foto)

Fotos - Bernardo Rosmaninho (Rugby Portugal)

Fotos - Miguel Rodrigues (CDUL Rugby)