DIÁRIO DA SELECÇÃO: DIA 5 – “REGRESSO A CASA”

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DIA 5 – “REGRESSO A CASA”

“Espanha, Domingo, dia 30 de Agosto de 2009,

A meio caminho entre Lisboa e Brive, em Espanha efectuámos algumas das poucas paragens que o nosso autocarro era obrigado a fazer durante uma viagem de regresso que durou menos de 15 horas, sendo bem mais rápida que a de ida.
Foi interessante constatar que este grupo reagiu muito bem ao desfecho menos feliz desta campanha por terras gaulesas. Sem perder ambição, sem se conformar com o segundo lugar, mas consciente de que deu tudo enquanto esteve em campo.
Custou-me muito, enquanto adepto e, tenho a sorte de poder dizer, amigo de alguns membros desta comitiva, ver a organização do torneio francês discriminar desde o primeiro dia o conjunto português, evitando-nos num grupo único, falhando em aspectos simples como a alimentação, a arbitragem e os balneários dos jogadores.
Os portugueses regressaram a Lisboa orgulhosos, apesar das dificuldades, unidos por um laço que só a nossa modalidade permite forjar, antevendo as próximas competições, internas e internacionais. Algo que, como autor, também farei.”


CONCLUSÃO

“Pude, enquanto viajei durante estes cinco dias, conhecer estes indivíduos tão dedicados ao rugby e com um orgulho enorme em representar Portugal, falar com uma equipa técnica extremamente capaz e perceber não só como joga esta selecção nacional, mas também compreender a necessidade e importância destes torneios internacionais, que merecem um apoio logístico e financeiro bem mais constante e substancial.

A necessidade de consolidar, não antecipar nem saltar etapas no trabalho destes jogadores, destes técnicos, é tão fundamental quanto importante para a evolução do rugby português. Só assim podemos aspirar a aproveitar o excelente trabalho que se tem feito na formação de técnicos, no CNT e nas selecções jovens.

Numa altura em que a nossa selecção sénior se prepara para tentar novo feito, nova ida ao RWC, nunca é demais recordar o trabalho de base, que nas selecções começa aqui, nos Sub-16 e Sub-17, que não pode ser esquecido ou deixado à sua sorte, sem apoios nem condições, pois é fundamental, juntamente com o reforço das infra-estruturas dos clubes e da federação, para o futuro da modalidade em Portugal.”